A corrida quântica não é mais sobre quem grita mais alto. É sobre quem realmente constrói algo que funciona.
A Oratomic acaba de arrecadar US$ 300 milhões.
Esta é uma enorme Série A. Liderada por ARCH Venture Partners, Spark Capital e Khosla Ventures. O círculo do talão de cheques inclui Bezos Expeditions, Bain Capital, Lowercarbon Capital, Index Ventures e General Catalyst. Todos acham que é o momento certo.
Por que agora?
A Oratomic está pulando a etapa intermediária. Todos os outros grandes players estão produzindo máquinas NISQ. Sistemas quânticos de escala intermediária barulhentos. Eles são protótipos. Útil para pesquisa. Não para resolver problemas reais. A Oratomic diz que isso é uma perda de tempo. Eles querem ir direto para a utilidade. Uma máquina que realmente supera os computadores clássicos em tarefas significativas.
Os fundadores são físicos da Caltech.
Eles usam lasers. Não apenas quaisquer lasers, mas pinças ópticas que prendem átomos individuais no lugar. Esses átomos presos servem como qubits. A descoberta aconteceu quando a equipe percebeu que seu método de correção de erros precisava de muito menos qubits do que se previa.
Anteriormente, construir um sistema tolerante a falhas parecia impossível. O ruído nos estados quânticos mata as informações muito rápido. Você precisa de despesas gerais. Sobrecarga enorme.
“Anteriormente, não seria possível concluir que poderíamos construir uma empresa”, diz o CEO Dolev Bluvstein. “Parecia muito distante. Só que esta descoberta nos fez mudar de ideia de uma só vez.”
Aqui está o chute. Eles afirmam que você só precisa de cerca de 20.000 qubits para fazer um computador quântico útil.
Compare isso com PsiQuantum.
PsiQuantum vale US$ 7 bilhões. Eles também estão pulando o estágio intermediário barulhento. Mas a meta deles é um milhão de qubits. Uma máquina enorme. A Oratomic argumenta que seu caminho é fundamentalmente mais barato. Mais simples. Bluvstein afirma que já demonstrou os componentes principais em pequena escala. Se for dimensionado, 20.000 superam um milhão em termos de dificuldade de engenharia.
Quem está certo?
Ninguém sabe ainda.
Mas se funcionar?
Pense em biotecnologia. Química. Logística. Treinamento de IA. Quebra de criptografia. Esses são os campos que aguardam o poder computacional bruto que o silício clássico simplesmente não consegue fornecer. O dinheiro dos investidores está chegando. As ações de Rigetti e IonQ dispararam. Startups como a Infleqtion abriram o capital.
A Oratomic quer ser a primeira a cruzar a linha. Não apenas o mais barulhento da sala.
Demonstramos os componentes. Nós temos a capital. A contagem de qubits é a única variável restante.
20k serão suficientes?
Ou encontraremos outro obstáculo que não vimos?
A máquina ainda não existe. São apenas lasers. Átomos. E muita confiança.
